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'Toy Story 4' pode ser desnecessário, mas ainda assim é incrível

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'Toy Story 4' pode ser desnecessário, mas ainda assim é incrível

Desde quando foi anunciado pela Pixar, em agosto de 2016, o quarto filme da franquia Toy Story gera reações antagônicas. Muitos fãs amam o fato de poder ver Woody, Buzz e todo o resto da turma mais uma vez na telona. Por outro lado, várias pessoas passaram a se perguntar: por que retomar uma história tão belamente encerrada em Toy Story 3?

Pulando para junho de 2019 (mais precisamente 20 de junho, dia em que a animação estreia nos cinemas brasileiros), esses dois grupos podem voltar a se unir. Pois, mesmo que até certo ponto desnecessário, Toy Story 4 é ótimo.

Estreia de Josh Cooley — que é um dos roteiristas de Divertida Mente — na direção, o 21º filme da Pixar traz tudo aquilo que todo amante da franquia quer ver: uma trama bem amarradinha que mistura sequências de muita aventura com momentos tocantes, diálogos espertos e personagens cativantes.

Tudo bem que algumas situações começam a se repetir, mostrando o início do que pode ser um desgaste da fórmula de Toy Story, mas mesmo isso não altera o brilho da animação.

Na trama, Woody, Buzz e cia agora são brinquedos da garotinha Bonnie, disputando espaço com outros brinquedos dela. Antes o boneco preferido de Andy, o cowboy Woody não tem mais o mesmo prestígio de antes. Em seu primeiro dia no jardim de infância, Bonnie cria um novo amiguinho a partir de um garfo de plástico, o Garfinho. Ele, no entanto, não quer ser um brinquedo, mas Woody vai fazer de tudo para convencê-lo da importância que tem para Bonnie.

Assim como no filme anterior, Toy  Story 4 fala muito sobre rejeição e aceitação, mas, diferentemente dos outros da série, dá destaque a uma personagem feminina forte, Betty. Amor platônico de Woody, ela descobriu, ao contrário dele, que a liberdade é um passo inevitável da vida, até para um brinquedo.

O vilão da vez, a boneca Gabby Gabby, não tem a mesma força que o urso Lotso, de Toy Story 3, mas traz uma faceta diferente ao rol de antagonistas da franquia, mostrando que mesmo os vilões têm chance de redenção.

Porém, entre todos os novos coadjuvantes, como o coelho e o pato de pelúcia que vivem (literalmente) grudados, nenhum é tão divertido quanto o motoqueiro Duke Caboom, uma versão canadense de Evel Knievel traumatizado com a rejeição de seu antigo dono, Jean, em um daqueles casos clássicos de propaganda que mostra o brinquedo fazendo muito mais do que realmente pode.

No final das contas, Toy Story 4 mantém a barra de qualidade da franquia bem alta, o que não é nenhuma novidade em se tratando dessa série, a menina dos olhos da Pixar. No entanto, as armadilhas das repetição batem à porta, mesmo que ainda traga momentos de pura emoção que farão o mais durão dos machões lutar para não chorar.

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