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Astrônomos detectam maior explosão cósmica do Universo

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Astrônomos detectam maior explosão cósmica do Universo

Imagine uma explosão no espaço do tamanho de 15 Vias Lácteas. Pois é, um estouro do tipo aconteceu – e foi o maior já detectado por cientistas. Ele pôde ser observado graças a telescópios mega poderosos – como os do Observatório de Raios-X Chandra, da Nasa, e o XMM-Newton, da ESA (Agência Espacial Europeia). 

O que os astrônomos notaram foi um um cenário estranho em um lugar bem, bem distante da Terra – 390 milhões de anos-luz, para ser mais preciso. Trata-se do aglomerado de galáxias de Ophiuchus, que tem em seu centro um buraco negro de massa equivalente a dez milhões de sóis. Como o buraco está nos centro das atenções, não é surpresa que ele seja o responsável pela explosão, não é mesmo? Pelo menos é o que os pesquisadores acreditam. Mas já vamos chegar lá.

Esse tal cenário estranho era nada menos que uma grande curva na borda do aglomerado Ophiuchus. A região é composta por grandes quantidade de gás quente (parte rosa da imagem abaixo). Ela fazia fronteira com um vazio dominado por ondas de rádio (parte azul), que são quase tão rápidas quanto a velocidade da luz.

Astrônomos detectam maior explosão cósmica do Universo

Apesar de serem conhecidos pela habilidade de “aspirar” tudo ao seu redor, buracos negros também são capazes de expelir matéria na forma de jatos de plasma (um gás ionizado). Cientistas acreditam que a explosão aconteceu porque uma galáxia inteira caiu no tal buraco, evento que produziu grande quantidade de gás. Quando os jatos são jogados para o espaço, se chocam com outros materiais causando explosões. Já deu pra entender mais ou menos a ideia da coisa, né?

Os cientistas já haviam identificado a curva exótica ainda em 2016, mas acharam que a anomalia era grande demais para ser uma explosão – isso porque, para o seu tamanho de 750 mil anos-luz de largura, a energia necessária produzida seria muito alta. Apostaram, então, que se tratava apenas do efeito do gás expelido pelo buraco negro. Mas quatro anos depois, a anomalia ainda estava ali para provar que a hipótese estava errada.

A explosão não está mais acontecendo e o buraco negro não está mais ativo. Provavelmente, não sobrou combustível para continuar expelindo plasma após a explosão recordista – que é cinco vezes maior do que aquela que detinha o título até então. Assusta só de imaginar.

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